A Sina dos Amantes - Pour Elise

I

Triste sina a dos amantes
Que percorrem
Noites escuras

Procurando estrelas e apontando a lua
Que muda inconstante 
Ao passar das horas

Oh, paixão arrebatadora
Que invade meu ser
Que é parte do tudo
Longe do nada
É ode do mundo
Em longa jornada
E caos uniforme
Das formas disformes

Sentir teu rosto rubro tão perto de mim
Desperta em meu ser caminhos sem fim
Oh, paixão convulsiva
De mal passadas horas
Tu és Doença corrosiva
Que invade minha vida
E reduz minha existência
A seu próprio querer


II

Se antes neste mundo
Eu pensava no agora
Hoje, para mim, não importa
Um segundo de hora
Entrarei em teu mundo
E cantarei teus encantos
E enquanto tu dormes
Velarei por teus mantos

O amor ensina as tochas
Como devem brilhar
Pende a face da noite
Com ricas jóias
Em seu despertar
Faz-nos indiferentes
Ante a beleza pura do universo
Não se define em linhas, palavras, nem em verso

Triste sina a dos amantes 
Que nunca sabem quando devem não amar
E se afogam sempre em linhas curvas
Quando formas geométricas é o que devem buscar

Como então 
Comer do pão 
Sem antes provar do mel?
Como então dizer que ama 
Sem nunca do amor ter provado um pouco do fel?


III

Que ame todo este ser como aquele
Que insistentemente procura no céu
As razões e circunstâncias da existência da vida

Triste sina a dos amantes
Que mudam inconstantes 
O rumor de suas horas

Triste sina
A daqueles que se fazem
Indolentes 
Ante a beleza da vida,
Envolventes 
ante a certeza de vitória
E inconseqüentes 
ante o amor e sua glória. 

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Oscar Calixto
Enviado por Oscar Calixto em 20/12/2006
Reeditado em 06/06/2023
Código do texto: T323336
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