CHUVA DE PRATA DA PAZ!

Depois dos raios da trovoada,
fim de maré atormentada,
quando a natureza apascenta...
Apenas uma chuva branda, cor de prata,
luz advinda da Lua enamorada,
Molha o chão, lava a calçada
dando passagem aos pezinhos do meu amor...

Mas antes, em meio à borrasca,
que se ajuntou às procelas
nas intempéries dos oceanos do amor,
um sol que então brilhara,
de repente se apaga
dando vez às discussões
que a razão afugentou...

Melindres na emoção
a se perder na sensação
de que o amor sucumbiu
e a tristeza a criar corpo a ambos,
em escambo com a terrível solidão,
 e quem mais se prejudica é o coração...

Lavemos, pois, as mágoas,
nas águas da chuva de prata,
desamor só nos maltrata
retomemos, sim, à paz
e não brigaremos jamais...
O amor é a carta ás,
que na manga se traz...

E quando o amor persiste,
o entendimento existe e assiste...
Pra que clima de intriga?
Brigas, nunca mais!
Antonio Fernando Peltier
Enviado por Antonio Fernando Peltier em 26/03/2012
Reeditado em 19/09/2012
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