Que também me vá...

Posto que nasci

Morrerei...

A forma?

Talvez em Vêneto

Pode ser que em Português.

Ou Árabe, talvez.

Prefiro em Euskara
Porque meu sangue
Não é água, é sim
E obedeço ao código
Dos de antes de mim.


Me matem
Como se degolam as rosas
E me enterrem
Para tapear os seus crimes

No mais sujos dos esgotos
Como o Ipiranga
E o Tietê

E me permitam navegar
Com a matéria inflada
Minhas últimas velas içadas
(barriga que nunca tive)
Até a primeira madrugada
Depois de mim
Quando Inti
Publicará nos céus superiores
A minha sentença:

Enfim chegou

"Condenado sem apelação
A menos que o Imperador
O abSilva
Do condenamento

Pelo crime hediondo

De não dar mais

Flor"...



( Novamente sendo socorrido pelo meu Amigo Jacques Brel...)



http://youtu.be/zIP9UHtvk1g






Aldo Urruth
Enviado por Aldo Urruth em 19/07/2012
Reeditado em 22/10/2012
Código do texto: T3787141
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2012. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.