"É preciso saber com que gestos flores diminutas
Se abrem ao amanhecer
"
Rainer Maria Rilke



FLORES DO DESERTO


Areia seca
Até perder de vista
Quente, imóvel e sem vida
Nem pensar... Sob essa aparência
A vida fervilha... Esperando na umidade
Ao meditarmos é possível ver
Que a superfície quieta
Altera-se perceptivel...
E são à espera...

No deserto
A vida são minutos,
Instantes preciosos e, talvez
Não cresça a Poesia alí sem tempo
A vida é a escola e aprende-se
Com a própria morte
A Inconsciência
Do existir...

Nada se vê
Mas todos sentem
No céu azul intenso ouro
Formam-se nuvens carregadas
E sem tempo desaba água
Por todos os lados
A areia mãe
Agradece
Sacia...





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É correria
Cada um toma
E guarda o possível
Raízes sugam com rapidez
Nada, compara-se à natureza nossa
É possivel ver o caule alçar e crescer
Crescido solta galhos e botões
Com suas flores pequenas
No decorrer de um dia
Ocorre quase o ciclo
Semente lançadas
E hibernam
A espera...

Eu sei...
Vivo aqui...
O deserto é vida
E é a minha existência...
Que zelo e guardo, acarinho
Vivendo em meus pensamentos
A Musa que vive nas estrelas
E é Rainha nesse pais
Que é meu coração
É a lei, o Profeta
Ela é o Amor...



***

Vocês que aqui são peregrinos,
Imaginem! Esse Amor...


***
Poetas  del Mundo
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Walter de Arruda in memorian
Enviado por Walter de Arruda in memorian em 03/08/2012
Reeditado em 15/08/2012
Código do texto: T3812090
Classificação de conteúdo: seguro
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