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Chamas

Turbulência na noite
Vândalos se encontram, planejam...

Jazia na cama aquele corpo inerte
Houvera amor, selvageria
Houvera sexo, morte.

O encontro dos polos
Rubras faíscas crepitam ao extremo
Luta animal
Instintos vorazes vêm à tona
O tempo pára, nada existe
Só busca, fremente, freqüente
Enlaça, domina, tortura
O contato transcende o físico
Espíritos voyeur amam-se sem prazer
O leite não contém fertilidade
O símbolo puro, alvo bem-querer
Paredes testemunham o ruflar de suas asas
Deusa Egípcia  da Beleza
Homens escravos do seu vício
De querer sempre mais
Trôpegos, afastam-se saciados
Do prazer de ver e beber
A torrente de almíscar flui
E arrasta as multidões para o fundo do abismo
Chamas crepitam
Deusa Asteca do Sol
A um pequeno toque
O Universo inteiro se desfaz
Consome-se em chamas
Chamas abençoadas
Chamas de amor.

CARLOS CRUZ - 1991
Carlos Cruz
Enviado por Carlos Cruz em 04/03/2007
Reeditado em 07/06/2007
Código do texto: T400770
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Carlos Cruz
Miguel Pereira - Rio de Janeiro - Brasil, 48 anos
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1 e-livros (172 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 01/10/20 16:00)
Carlos Cruz