MAR DA MORTE
Odir Milanez
 
 
Trazia o mar da morte no meu peito,
embora, morta a vida, vivo estando,
como se fosse mal feito imperfeito.
matando a minha vida e não matando.
 
Eu a via de mim se aproximando
com seu jeito manhoso, com seu jeito
desajeitado e tolo, vez em quando
 me enxertando venenos com defeito.
 
Quando um dia a senti sondando o leito
em que sonhos de amor morri sonhando,
eu a deixei da vida com despeito,
um despeito que à morte a foi levando.
 
Certa noite eu lhe disse: - Estou amando!
Da vida estou mudando o meu conceito.
Um sorriso, aos meus sonhos semelhando,
versificou-me o verso ao riso afeito!
 
Desde então, nosso laço está desfeito.
O mar da morte morre, está secando.
Enquanto ele definha, eu me deleito
com sorrisos nos lábios me beijando!
 
 
JPessoa/PB
02.11.2013
oklima

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Sou somente um escriba
que ouve a voz do vento
e versa versos de amor....

 
oklima
Enviado por oklima em 02/11/2013
Reeditado em 04/11/2013
Código do texto: T4553702
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