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CIMÉRIA NEGRIDÃO

CIMÉRIA NEGRIDÃO


Projetei  em minh’Alma o sentimento que tanto desejava.
Ao fimamento supliquei para que me fosse ele outorgado.
Prazeres  momentâneos de emoção era o que encontrava,
Negridão ciméria, amiga inseparável  desse vil desgraçado.

Pelas avenidas do mundo,  minha estrela já estava traçada,
Caminhando à ermo em busca do supremo amor almejado;
Tudo foi um sonho! Perdido estava nessa perversa estrada,
Meu coração em dores carpia, no talante em ser consolado.

Ah, Senhor!  Como dói  a perfídia d’uma mulher desalmada!
Pago por este nefando tributo, sem nunca haver reclamado.
Odisseia desta minha vida afetiva, foi uma ledice enunciada;
Foi eu um pária de um romance mais fascinante e inusitado.

Destinatária de amarguras!  Infernal deusa que é idolatrada!
Pares seus de infortúnio aclamam-na por haver conquistado...
Vítima falseada que se via em retidão e de pureza irrefutada.
Ah, mulher! Somente a Deus seu pecado pode ser perdoado!

Rivadávia Leite

mrxriva14@hotmail.com
Rivadávia Leite
Enviado por Rivadávia Leite em 13/12/2013
Código do texto: T4610826
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre o autor
Rivadávia Leite
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil
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Rivadávia Leite