O AMOR ANUNCIADOR



O amor sempre chega desnudo,
faminto
e de olhos arregalados.

Entretanto;
na sua forma rudimentar,
é sombrio e cruel
com seu vento inquisidor.

Surge de qualquer parte do mundo.
Na verdade:
É cuspido da tempestade de fogo.

Depois:
ancora em nossa Comunidade,
com sua lanterna,
banda de música
e seu torpedeado jogo.

:

Transpassa os ponteiros do relógio
a evidente ampulheta da linhagem.

Envolve-nos com seu címbalo,
cerração e aragem.

Quando o caráter se fixa,
a soma das graças,
a própria forma se torna feia.

Ai de nós!
Precisamos do ancinho, espingarda e foice,
para expulsá-lo de nossa Aldeia.

Que claro hálito de rosa branca...
a estrela aparece e suprime a dor,
quando mexemos em suas pestanas,
E em sua cinzenta teia...

 

Edição de imagens:
Shirley Araújo

Texto: O amor anunciador

ALBERTO ARAÚJO
Enviado por ALBERTO ARAÚJO em 12/02/2014
Reeditado em 12/02/2014
Código do texto: T4688615
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