ESTADO CIVIL...


Como se existisse na sociedade título
Semelhante, se ouve declarar saudade,
Pois é amante sem haver nada em
Cartório, desinteresse entre seres a publicação.

Amor é assim, surge do quase nada,
Talvez na hora errada, mas sincero.
Nesse estado civil, acontece de tudo.
Desconfianças de fora quer impedir.

Quem sabe no futuro haverá esse
Compromisso de junção impossível.
Bem melhor a certidão “amante”
Pertencendo só aos seres anônimos.

Tanto faz dizer que, o que é do humano,
O gato não come, seria comilança incrível.
Estado civil existe somente no caso agora.
Faz de conta que o tempo não termine justo agora.
Vivência não tentada, nem acontece por acaso.
Hoje, só prazer nos lugares discretos escondidos.

Nada paga, a gratuidade é sem risco nenhum.
Até o ar existente, é pifado servindo de risos.
Não deixando para amanhã quando pode agora.
Estado civil pertence aos amantes, não usam jornal.

 
Gildete Vieira Sá
Enviado por Gildete Vieira Sá em 08/09/2014
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