LUTA LIVRE


No ringue uma luta quase se matando.
No amor é guerra na disputa do conhecer algo.
Indiferente ao que acontece vai seduzindo
Comendo com olhos, boca mãos como fera
Enfurecida sem afetividade sentimental.

Sente tudo e nada sente no ringue
Amoroso, pensa amar, mas não ama.
Quem sabe guerra do sexo selvagem.
Aguça impiedosamente desejoso na
Conquista saindo até ambientes dançantes.

Sensação domina vontade cega de possuir.
Perde o sono em pensamento erótico.
Quanta vontade de passar a mão seja onde
For, é que da vida não leva nada, pois nada
Existem somente rumores nas ilusões do oposto.
Quando se permite experiência bandida, gana.

Luta livre consegue satisfazer sem esquecer
Primeiro dia pela manhã ensolarada deu tempo
A outrem para aproveitar prato novo sabor.
Conversa vai conversa vem lembra morada
Bem distante com outros laços da juventude.

Na necessidade volta ao tempo dado sem
Mais amar não sente tesão, enfurece ataque
Ao novo prato delícia no leito com satisfação.
Nessa luta imagina qual fantasia propiciar.
Sangue de fazendeiro com sertanejo é fortaleza.

Uma luta livre não desilude na vida dupla.
Como se quisesse alimentar as duas metades.
Energia fundamental jamais negar o fazer.
Quase um triângulo em dose dupla, nunca vista.
É uma luta livre no ringue, mas no leito, prazer.
Gildete Vieira Sá
Enviado por Gildete Vieira Sá em 08/10/2014
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