Esperança

Meu fim retardarei, em

minha Obra me hei-de

renascer –

perfeita.

Perfeita –

salto-mortal sem

rede, Tântalo cheio de sede

cruzando eternidades infectas

e desertas,

.

E que Obra? E como

me falará – se as palavras tão

pouco são de mim...

Onde esse florido-multifacetado

jardim, sem

o húmus do Amor?

.

Sobre os extensos canteiros, da

Rosa, as doces pétalas

são só a nata donde se

faça

bem temperada, a deliciosa

manteiga

.

.

© Myriam Jubilot de Carvalho

Inédito, de 1994

.

.

Myriam Jubilot de Carvalho
Enviado por Myriam Jubilot de Carvalho em 25/07/2015
Código do texto: T5322850
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2015. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.