AVISO AOS NAUTAS

Não sei amar

Não nasci para o amor

Nasci para sozinha estar

Sou um canto em dor

E o perpetuo em líricas rimas

Que inebriam a quem lê

Sou cigana

Sou oblíqua

Dissimulo e você vê

E sente, percebe

Se enreda, por quê?

Mon'amour, fuja enquanto há tempo

Pois no vento meu riso dança

Flutuando em meu vestido

Lançado está o feitiço!

Amor...

Sereiando estou

Faça ouvidos moucos

Pois senão aos poucos

Naufragará

Em meus delírios

Liberte-se e desapareça

Para que eu te esqueça

E assim siga

A sina de em mim restar.

Madame F
Enviado por Madame F em 12/11/2015
Reeditado em 12/11/2015
Código do texto: T5445953
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