Cheio de infinitos

Desnorteia minha escuridão sem viela.

Mergulha em mim como se eu fosse mar.

Dissolva a metade que perde o sono.

Tudo em ti me cabe como fogo em chamas.

Calcifica minhas partes perdidas.

Deste corpo cego e sem destino.

Atulhei da tua saudade habitada em mim.

Destilei cada gota do teu ar.

Sobre os poros flagelados da alma.

Procurando-te no sussurro da boca.

Me faço das noites pra te sonhar.

Recolhendo cada estrela.

Que me alimenta sobre o luar.

De um ser ávido e cheio de infinitos.

Luciana Bianchini
Enviado por Luciana Bianchini em 15/07/2017
Reeditado em 01/09/2017
Código do texto: T6055585
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