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OVENTO QUE NOS LEVOU


 

Um vento forte passou entre nós
E derrubou os castelos
Que havíamos construído,
Os sonhos nele contidos,
As esperas incansáveis
Com pulsações aceleradas
Com frio na barriga,
Com uma vontade incondicionada
De ver, de tocar, de sentir,
A tua presença e a minha presença
Era um complemento, uma extensão de mim e de voce

 

Mas, surgiu o vento, e ele foi maior
Nós, o tornamos muito mais forte
Com muito mais força, que até ele desconhecia ter
Não fomos inteligentes o suficiente para ver
Que era apenas uma brisa leve que soprava
E, demos a ele uma importância
Que ele não o tinha
E então, ele tornou-se forte, poderoso
E dono da historia

 

E, sacudiu nossos sonhos
Nossos belos sonhos, que por muitas vezes nos tornaram felizes
E, os atirou num lugar que já não podemos
Mais resgatá-los
Porque a nossa burrice,
Tornou nossos olhos opacos,
Nossos sentidos vazios,
Nossa esperança sem cor

 

E, o vento foi embora,
Talvez ele tenha outros a quem atacar
Tão ingênuos, vulneráveis e frágeis
Aos seus próprios sentidos e sentimentos
Como nós fomos
E ficamos nós, entre o silencio da voz
E o barulho dos pensamentos...
E, tudo passou!
Os sonhos, esses ficaram no caminho
Marcados com fitas amarelas em arvores
Como fazem os americanos;
E tudo passou...

 

E, agora a primavera
Insinua-se e me convida a ver o sol
Enquanto os campos tornam-se verdes
Belos, em múltiplos reflexos de luz
Habito em outro espaço
Outra casa
Agora só
Vou reencontrando a mim
Que deixei nos caminhos, em muitos caminhos
Retorno atrás e recolho o que consigo encontrar
E vou me recompondo outra vez
Do passado só quero resgatar
O que me pertence
O que geneticamente me compõe
O que é inalienavelmente meu
Assim, me reconstru-o
Renovo-me
Reedito a minha historia
E me reinvento nas manhãs com a chegada do sol
Que faz toc toc na minha janela e me diz:

 

Hei! Estou aqui, vem comigo vamos sair
Porque outras histórias surgiram
Outros sonhos você ira construir
Tudo vai renascer...
Olhe a volta o mato cresce, tudo se movimenta!
Porque a vida ah! Essa meu caro!
Continua, e ela é muito, muito bela
Pra que você se esconda dela...

 

BY JORGE BRITTO AGOSTO DE 2007

 

 

 

JORGE BRITTO
Enviado por JORGE BRITTO em 29/08/2007
Reeditado em 29/08/2007
Código do texto: T629066

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Sobre o autor
JORGE BRITTO
Sumaré - São Paulo - Brasil
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JORGE BRITTO