Borboletinhas estão estalando,

Borboletinhas estão estalando,

num flap flap que não finda mais,

em meu estômago, e todo esse bando

canta: "O amor é o amor só quem faz!"

Deito na cama, pensante no canto

das borboletas, e abro um sorriso;

junto às pequenas também vou cantando:

"Fez-me o amor homem, eu sendo menino!"

Se o amor quem faz é o amor, e, ademais,

se o amor me faz tipo amadurecido,

logo o amor cresce, eu cresço mais,

e o que me cresce é o amar, com sentido!

Sinto por ela um sentir de animais;

como um me achar na esperada adulteza!

Atento à regra, feliz e na paz,

me vou! Pois vou de encontro à natureza.

Borboletinhas em seu feminino

me chamam para beijar a beleza.

Borboletinhas em meu masculino

imploram: "Dai nossa vida à duqueza!"

Não sinto medo. Se sou seu Querido,

sei que seguro descanso na cama,

sei que amado enfrento o perigo;

que nada afasta essa tão boa fama:

Ora, então isto é crescer! Que grandeza!

Se até soldados o são pela dama,

isto é crescer! É da estrada à certeza

de que sou homem e tenho essa chama!

Borboletinhas de clara pureza

fazem de mim homem dessa mulher

e que à verdade não haja defesa:

eu lhe pertenço e sou o que ela quiser...

31/3/2018

Malveira Cruz
Enviado por Malveira Cruz em 31/03/2018
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