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BEM-TE-Vi

Bem-te-vi buscar-me por entre
Os cantos, chorar sozinha os meus prantos,
Enfim desapareci.

Desapareci na figura humana, pois
Acima de tudo quem ama,
A chama viva se inflama e jamais
Se esconde de ti.

Bem-te-vi teus olhos procurar-me
Por toda parte,percorrer todas cidades,
campos, ruas, jardins e não encontrares
por mim.

Bem-te-vi flor apagada levantar em
Alguma madrugada e perguntares
Por mim.

Bem-te-vi banhar teu corpo,
Apertar por entre os teus seios,
O sabonete de jasmim, em uma
Dança frenética apreensiva
Saciava-se por mim.

Bem-te-vi Oh! lindas bocas beijarem
Homens que desconheciam,
Abraçar teu corpo que não consegui,
E matar a saudade que já te esqueci.

Bem-te-vi ser tão macia a dor que ainda
Sentia, não penetrou no teu ser, procurei buscar
Você mais ainda não resisti.

Bem-te-vi falar comigo como quem
Fôssemos dois grandes amigos,
Foi aí que me iludi.

Tuas palavras cortava mais que espada
Afiada, feria mais que dez punhaladas,
E morri nos teus braços sem nada,
Até o dia em que me conheci.

Senti-me envergonhado dos dias
Outrora passado, caminhos longos por mim
caminhados, e acabei voltando a si.

Bem-te-vi olhar serena buscar-me
Por entre todos os pequenos, desfalecer
Em mil sonhos.

Separar do corpo as almas gêmeas
E enlouquecida gritar por mim.
Era tarde e morri...
Celso Custódio
Enviado por Celso Custódio em 14/06/2018
Reeditado em 15/06/2018
Código do texto: T6364150
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Celso Custódio
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
189 textos (846 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 25/06/18 12:26)
Celso Custódio