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Cor d’ alma

Minha noite negra...
Tão negra quanto a escuridão
Mais apagada que a falta de luz solar
...Sombras que habitam meu coração
Desçam pela calada do luar
Iluminando todo espaço vazio
Preenchido pelo sereno da madrugada
Essência do veneno da maldade.

Minha negra noite...
Solitária pelos cantos a chorar?
Navegando nas lagrimas que derrama
Cobrindo o som amargo do mar
Que planta antes de nascer
Uma ferida de preconceito
Que está a todo vapor a viver.

Noite, negra minha...
Estais a dormir agora?
...Com todo esse barulho lá fora
esmagando a virtude do silêncio
Que corre nas águas de um rio
Tremulo, triste, adoecido
Pelo dia amanhecido.
   
Noite minha negra...
Levantai desse horizonte que suga sua cor
Devorando sem limites tua imagem
Que é cercada pelo passado de tua dor
Resgatada no navio em que fez sua viagem
Demonstrando a ti toda lagrima
Em que seu suor sagrado
Derramado pelos campos de tortura
Seja recompensado com sua escultura.

Minha negra...já és noite!
Jaz é tarde minha flor
Venha se deitar ao meu lado
Para juntos vermos o nascimento do amor.
No berço da madrugada
Fui simplesmente abandonado
Mas nem por isso me entristeço
Vendo a ti, percebo e agradeço
A noite...minha negra
Por te amar...na despedida
No entardecer no tumulo da vida
E em cada verso meu terá
Um minuto de saudade, um olhar a te procurar.

Negra minha noite.
Sempre vou te amar
E quando sua ausência chegar
Em muitas poesias eu vou te encontrar
Mas quando você negra voltar
Todas as lagrimas vão se apagar
O que sua ausência me fez chorar...
Minha noite negra...
Minha negra
Noite...
Negra minha
Noite...
Vagner Alves
Enviado por Vagner Alves em 10/09/2007
Código do texto: T646732

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Sobre o autor
Vagner Alves
Francisco Morato - São Paulo - Brasil, 34 anos
215 textos (33837 leituras)
15 áudios (999 audições)
1 e-livros (50 leituras)
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