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Eroscídio

Quando parece não haver mistérios de nós,
É quando mais há mistérios a desvelar,
São clandestinos e insuspeitos,
E nos penetram, viróticos, o peito.

Quando a Sorte, boa ou má, se estabelece,
É quando menos cremos no amor,
E traímos a Ventura, o Destino,
Em rocha frouxa, desatino.

Como se o raso caminho percorrido
Levasse-nos sempre ao abismo,
Do desencontro, um desencanto incolor.

Quem nos leva, senão nós mesmos,
Tristes andantes, infantes,
Ao Eroscídio, e depois chora a dor?

 
TB
Enviado por TB em 30/10/2005
Código do texto: T65244


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Sobre a autora
TB
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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