Vermelho

O saber do morango

Quente sem o toque

Visto e sentido

D'uma faísca um turbilhão

O belo farfalhar das tábuas

transfigura e arde

Cores, tornam uma escuridão

Quão silencioso, o pôr

cai no horizonte, atiçando

o céu em matizes, colorindo

adoçando o momento, do beijo

com dor.

Inexplicável, o tom, o som

no ínfimo espaço de um piscar

adentra o espírito e deixa estar

sentimento eufórico

triste

um sublime medo

Cobrindo as mechas, torna

deixando à mostra, morna

derrete-se, corrói por dentro

queimadura d'alma

na alegria

eterna comunhão

Essa dor, essa cor

re-cobre, forte e intensa

imensa, onde está

em tão minúsculos fios

amontoados, uma fogueira

um farfalhar

um caminho a trilhar

Descobrir o tom, o som

a dor e a cor.

Re-descobrir, chegar a sentir.

Uma jornada. Uma rajada.

cede e adimira.

Certo que em uma mira és o centro.

Que seria dele, vermelho

Sem sua manifestação, sedosa

Que seria dele, o coração

Sem sua adimiração...

leandroDiniz
Enviado por leandroDiniz em 15/09/2007
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