Piromania

Quero gritar

e me completar

no silêncio

dos meus medos.

Fazer uma torre

dos nervos rotos,

calcinados,

sangrados de desejos.

Contorcer as angústias,

nos rodopios de bailados mortos,

na loucura estridente,

tão inclemente,

dessa piromania

que me embala,

me cala,

mas me faz viver.

Quero mostrar

a úlcera do meu ventre,

o vazio do meu útero...

Quero ser fêmea presente

incendiária de amor.

Genaura Tormin
Enviado por Genaura Tormin em 31/10/2005
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