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Beijo que nos Sustentará

Fria eterna madrugada
Sem a tua face na minha
Procuro-a na cama gelada
Minha mão perdida caminha

Juras de amor eterno não posso
Pronunciar nesta árida noite
Choramingos gemidos endosso
Chicoteiam minh'alma como açoite

Sua cabeleira desarrumada
O calor de sua perna na minha
Com soninho mas bem humorada
Porque seu percurso ao meu não caminha?

Já sofremos um pouco de tudo nesta vida
Felicidade não podemos dizer que não tivemos
Minha alma no fundo da indecisão está decidida
Nosso espaço, nossa própria vida teremos?

Provas e mais provas de amor registramos
De um "eu te amo" raspado no chão
Das lágrimas de nossos sorrisos que hoje rolamos
A êxtase essencial de nossa pura união

À renúncia de nossa felicidade e vida a dois
Em troca de não rompermos aos dogmas da moral
Prorrogarmos nossa felicidade eterna pra depois
Até transmutá-lo conscientes no Amor universal!

Será que tudo isso que passamos não voga?
Ensinamentos Sagrados nos dão as diretrizes
Ora o hinduismo, budismo ou mesmo a yoga,
Será que nehuma fará nossas sementes criarem raízes?

Shiva, Deus, Cristo, Mestres ou qualquer Anjo,
Que nos deu a vida e tudo o que hoje temos nós
Sabem que amor no peito e força na mente esbanjo
Conhecem-me profundamente quando estou a sós...

Entrego na confiança lamuriosa, mas fiel
O meu destino que agora a mim não mais pertence
Escrevas todas as linhas do meu futuro no céu
Diga ao seu filho, este poeta triste, que ele vence

Essa prova que ele mesmo a si próprio crava no peito
Para mostrar que seus erros do passado pagará
Dando o que mais nobre tenho e me deleito
Sem saber se nesta vida o tempo me devolverá

A você mulher que meu coração chama
A quem minha própria vida na sua mão daria
Mesmo sem estar nua inteira na minha cama
Nesta longa e fria madrugada em calmaria

Seja forte, aguente o propósito que é seu e meu
Tome da mesma taça que derramei minha amargura
Viva comigo esta indigestão que chegou ao apogeu
No momento em que vivemos nossa maior ternura

Sem franzir nossos rostos apaixonados
Tomando o amargo do afastamento fel
Sorrir devemos mostrar levados
Ao Amor Universal escrito no céu!

Seu amor estará em mim quando guio um cego
Seu olhar estará em mim quando der um bom dia
Seu valor em todo lugar que for eu carrego
Registrado em meu respirar constante tudo que vivia...

Ser inseparável do meu espírito verdadeiro
Não deixe seu ego mostrar o tempo escuro
Verás o que nos reserva no tempo derradeiro
Nossa comunhão total chegará num breve futuro...

Rastros chorosos em lágrimas deixamos
Por onde passamos em nosso breve olhar
Mantimento que em nosso beijo trocamos
No longo inverno nos sustentará!
Leon del Bargo
Enviado por Leon del Bargo em 19/09/2007
Código do texto: T658765

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Sobre o autor
Leon del Bargo
São Paulo - São Paulo - Brasil, 56 anos
204 textos (12775 leituras)
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Leon del Bargo