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Julgamento de uma Alma Insana



feliz de mim, ao manter vivas ainda
nossas coisas do amor e do sexo,
da luxúria e do arrebatamento,
as coisas de você: seu tudo,
as coisas minhas: anseios,
a nossa história primorosa
que o tempo não apagará.
teu beijo... meu gozo
meu prazer ... teu desejo
não são lendas ou ficção.
como ousas afirmar
que não possuem nenhum mérito?
ninguém adormeceu ou se foi.
paro neste caminho a pensar
no sonho que andei sonhando
e indago ao meu coração:
e eu, o que fui pra você?
um corpo em tuas mãos
a moldar aquela que querias
apenas naquele tempo?
a partitura de uma sonata
a te acalentar com amor?
devia aceitar-te meu ventríloquo,
que me fazia tagarelar à toda?
Eu, vadia, te falava daquilo
e renegava todo o pudor
que nos levava à loucura.
e um alfabeto inteiro
em meus dedos cismam em expor
letras ardentes
que teimam em não se apagar.
mas quanta descrença no amor.
quanta ironia  te marginaliza..
saibas que eu te amo e te quero
sem dor, do jeito que preciso for.
pois você é tudo o que eu tenho
neste agora da minha vida!

Vera Sarres
Enviado por Vera Sarres em 19/09/2007
Reeditado em 19/09/2007
Código do texto: T658779

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Sobre a autora
Vera Sarres
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Vera Sarres