TAS SEM MEDO

Recomecei após um término inacabado.

Sofri antecipadamente por amores inalcançáveis.

Me perdi na poesia do meu eu, foram tantos vazios que havia lugar para meu plantio.

Nos encontramos por nossas escolhas, o arrependimento em nós já não existia. O que existia não tinha forma, só era, e o que era não tinha nome certo, porque talvez fosse o errado, mas quem sabe nosso lado certo é o contrário mesmo e andar na contramão tornou-se o mais perigoso dos nossos desejos mais sublimes.

Aconteceu o que por ironia deveria nos fortalecer, porém o contrário desta vez andou ao nosso desfavor e aí nos distanciamos. Engarrafou. O futuro não era visto, o passado quando lembrado paralisava e eu não poderia seguir sem tu, não íamos para frente ou para trás e (des) recomeçar não era possível.

Ainda nos encontramos no mesmo sinal fechado, parados. Quando o verde voltar, manda um sinal para me avisar.

Solta o volante, segura minha mão e percebe que aonde queiramos ir, podemos ir caminhando, saboreando o nosso infinito, conhecido como: "O Desconhecido".

Eduarda Vieira
Enviado por Eduarda Vieira em 15/04/2019
Reeditado em 16/04/2019
Código do texto: T6624461
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