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Poesia aparente

O que os outros olham em mim é o oco.
Casca deformada pelo tempo, com afinco talhada.
Trago comigo sinais de velhice, cicatrizes nos joelhos,
noites de insônia estampadas em meus olhos
e um falso sorriso de felicidade, congelado, no meu rosto.
É tudo isso que os outros vêem.

Mas tu achas isso irrelevante.
Consegues enxergar no oco o pouco.
E pouco, acredito, tu não queres.

Somente tu e eu escutamos os rios dentro de mim.
É o canto que combina com o barulho da chuva
que teima em cair nas ruas do teu coração.

Tu olhas dentro, por dentro, da casca
e se alegra em ver que rabisquei em cada canto o teu nome.
Tu ouves o sussurro do meu peito, clamando por ti
e corre, corre. Voa, voa. Logo me abraça.

Somente tu e eu – tu e eu, amor meu,
nos contemplamos.
diley rodrigues
Enviado por diley rodrigues em 03/10/2007
Reeditado em 03/10/2007
Código do texto: T679612

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Sobre o autor
diley rodrigues
Manaus - Amazonas - Brasil, 30 anos
17 textos (937 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 18/12/17 05:25)
diley rodrigues