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HORIZONTE BOREAL

Por sobre meu corpo
diviso um horizonte boreal
Um reflexo violáceo em meu ventre
e no meu colo... fremente luz.
Inspiro, respiro
suspiro indagador
Ah! horizonte do desejo
clarões eternais.
Longas madrugadas,
vermelho entardecer.
umidade preguiçosa, langue.
Aroma.
Vaga do mar a molhar seus dedos
alcatrão.
Brisa inquieta das noites,
num acalanto de saudade.
Quantas noites...
Vício... Vertigens.
Traço as linhas da próxima viagem.
Na fonte de águas sensuais
eu quero sempre beber mais!
Bruma que me cerra os olhos,
modula minha cintura.
Que tua ausência, amor,
não sombreei minha alma nua,
E que não me tatue agudas ânsias.
Pois eu amo! Eu ardo!
Sê ousado e toma o doce licor.
pois sei...
Que há no delírio, a cura.
Na ousadia, a jura
de um amor em águas puras.



Gladys
Enviado por Gladys em 07/10/2007
Reeditado em 15/10/2007
Código do texto: T684412


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Sobre a autora
Gladys
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Gladys