AMOR PLATÔNICO

Dos espelhos vi teu rosto triste de espelho

Tinhas um semblante pálido como a lua

Voavas o sol e o tempo, bailarina

Em teu ventre havia maçãs de pecado e sono

Estátua de estrelas, tinhas a fidelidade nos lábios

Teus olhos, dois túmulos do Amor e da Calma

Beija-flores te cheiravam, te tiravam o néctar

Tua sombra, peralta, brincava fugindo de ti

Suicidas de amor nadavam em teus cabelos

E tu brincavas, no palácio das trevas, de se esconder

Eras cega ante o orgulho do mundo

Como criança adormecida no colo de Deus

Eras a perfeição no palácio de Deus!

Nunca falei contigo e choro, pois sou tímido e vagabundo!

Audsandro do Nascimento Oliveira
Enviado por Audsandro do Nascimento Oliveira em 04/05/2020
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