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Moldura

Meus lábios nunca foram tocados
Você os tocou
Meu coração até então não amava
Pálido, mudo, batendo inerte
Você veio, tocando meus lábios, dizendo palavras
Assim, tão de repente do meu coração se apoderou.

A menina perfeita e correta perdeu-se dentro de si mesma.
Vivemos loucuras, dissemos loucuras.
O tempo parece ter parado...
A noite dominada por nossos beijos incessantes.
Ficamos mudos, recostados um na alma do outro.
Nossos corpos inseparáveis. Moldura.

Assim construímos nosso amor.
Lembras daquela noite?
Brincávamos, encostando nossos lábios, provando nossos limites.
Às vezes eu, às vezes você...
Rendíamos à vontade incontrolável e
Beijávamos loucamente.

Noite finita.
O portão transgredido, à distância estabelecendo-se.
Lembro-me da noite dos beijos
E você não mais está aqui.
Amo-te odiando o momento da espera.
Meus lábios ressequindo-se de desejo.

Reflito com Caetano:
Por que você não cola em mim?
Cola a moldura que fomos,
Não deixe que meu coração encante-se e viva outro amor.
Envolva-me com seus beijos ardentes.
Devolva a vida aos meus lábios.
 
Esperamos o descuido do portão.
Corremos entrando.
Com o cadeado e os sentimentos vencendo.
As noites dos beijos serão eternas. Constantes.
Na rotina louca e feliz dos nossos beijos...
Nós. Moldura inquebrável.
Jaqueline Costa
Enviado por Jaqueline Costa em 21/10/2007
Reeditado em 19/02/2010
Código do texto: T703670

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Sobre a autora
Jaqueline Costa
Euclides da Cunha - Bahia - Brasil, 30 anos
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Jaqueline Costa