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NASCER, CRESCER, PERDER-SE E, SÓ ENTÃO, MORRER.

Destino sem baliza, vida sem morada,
a janela da oportunidade apresenta-se fechada.

Beco sem saida, em uma existência arriscada,
a alegria já encontra-se adormecendo debruçada.

Ânimo desfalecido, pernas fraquejadas,
se a vida nega-me a morte já é esperada.

Situação incômoda, angústia desenfreada,
se minha presênça tornou-se um estorvo,
então regurgite esta companhia indesejada.

A um coração ignóbil, palavras, em vão são lançadas;
perdão, resignação, nada cura a alma dilacerada.

Entretanto, apesar dos pesares, não me furtarei do prazer de na
minha lápide, exprimir-me por escrito que: aqui, eu jazo. Contudo,
fui um homem em que a volúpia foi meu bom vício; a paz, o meu princípio; e, viver, foi só amar.



Elton Diniz Pacheco
Enviado por Elton Diniz Pacheco em 26/10/2007
Reeditado em 26/10/2007
Código do texto: T710956
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Sobre o autor
Elton Diniz Pacheco
São Luís - Maranhão - Brasil, 34 anos
62 textos (2082 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 12/12/17 10:51)
Elton Diniz Pacheco