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Me olhas, sabes, mas não vês!


Bem sabes o quanto sou discreto.
Que não ando pela vida como incorreto;
Mas não deixo nada por inserto;
E não deixaria, isto podes crer, 
Pois, em mim, apesar de não escrito, 
Isso é diserto.

Bem sabes que te amo,
Que não escondo esse amor
Porque não me engano.
E não temo em sofrer seu furor,
Posto que o sofrer é justamente o que me faz
Cada dia mais audaz e mais humano.

Eu sou a alegria do deserto
Se banhando em água fria.
Eu sou menino na agonia de um reflexo;
Sou alma pura, como a luz, sem demagogia.

Mas tu me olhas como o mesmo todo dia
E não percebes que há em mim a fantasia.
Não sou o mesmo de ontem.
E nem ontem eu seria.
Eu mudo a cada instante; a cada hora;
Dia a dia.

Se me olhas, podes ver
E, se veres, irás entender
Que nada em mim é inconstante
E, apesar de reto, eu não sou irrelevante.
Se me olhas, posso até te entorpecer
Com o veneno desse amor que não me mata,
Mas que a cada dia me faz crer,
Que a beleza toda desse mundo
Resume-se nesse sentimento profundo
Que há em mim e que é só pra você.
Blog Dois Pernods
Enviado por Blog Dois Pernods em 31/10/2007
Reeditado em 31/10/2007
Código do texto: T718290

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Sobre o autor
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Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 38 anos
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