Ontem olhei em seus olhos

meu amor

e eles me disseram tanto

com essa sua expressão

tão única e verdadeira

e naquele instante singular

somente nosso

nossas mãos imantaram-se

num prender-se eterno

sem palavras

criou-se aquele elo etéreo

verdadeiro, único

transpirando-se nossos poros

 

Ontem olhei em seus olhos

meu amor

e percebi com tanta clareza

e com ternura embutida

a sua pureza

você e tão verdadeiro

em seus gestos

e entrega-se para mim

absoluto e pleno

sem marcas ou mentiras

(falamos tanto em nossos silêncios

recheados de pensamentos

e isso acontece há tanto tempo!)

 

Ontem olhei em seus olhos

meu amor

e confessei esse sentimento

tão enraizado dentro de mim

nua em seus braços (e tão sua!)

suas mãos másculas e bonitas

fortes e dirigentes

ansiosas e permanentes

 

Ontem olhei em seus olhos

meu amor

e transbordei-me em verdades

E assim não tem sido toda vida?

você o porto eterno de meus sonhos?

(Sou sua, você sabe e sabe tão bem!)

 

Ontem olhei em seus olhos

meu amor

e vi-me refletida em suas íris

acariciei seu rosto, seus cabelos

puxei seu peito bem de encontro ao meu

(E ficamos ali em silêncio

eternizando esse sentimento)

Ah! esses seus olhos, meu amor!

Dizem-me tanto!

 

Mary Fioratti
Enviado por Mary Fioratti em 15/11/2021
Código do texto: T7385903
Classificação de conteúdo: seguro
Copyright © 2021. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.