CALMARIA

 

Nada te conto sobre a noite

E seu bailar em meus lençóis

Perfume inebriante no toque

E nos mergulhos em mim.

 

Nada te falo sobre a canção

Acariciando meus ouvidos

Sintonia de êxtase e frenesi

Ápice da vida na sua rota.

 

Dou-te o silêncio como síntese

Do que vivi nas últimas horas

Em que eu abracei o universo

Contido dentro de uma fêmea.

 

Não há palavras para explicar

Os signos que ficaram comigo

Guardados para a eternidade

Prendendo-me a um momento.

 

Tente entender que era preciso

Para este meu coração sedento

Satisfazer-se de alguma magia

Antes que me falte uma aurora.

 

Eu te dou apenas um fragmento

Da epopeia em que me envolvi

A calmaria de um agitado prazer

Não se sente em oceanos usuais.

Cláudio Antonio Mendes
Enviado por Cláudio Antonio Mendes em 19/01/2022
Código do texto: T7433107
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