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A JANELA

A JANELA


Debruçada na janela
Sobre a floreira amarela
Testemunha a vida passar
O olhar alcança o horizonte
Onde o sol encontra o monte
E o monte esconde o mar

Um sorriso indecifrável
Lhe confere uma inefável
E contagiante simpatia
O porte nobre e altivo
De olhar contemplativo
A transforma em poesia

Como um quadro permanente
Testemunha transcendente
De mutismo impenetrável
Uma esfinge fascinante
Um mistério intrigante
Um enigma indecifrável

Por onde vagueiam seus sonhos?
Por que os olhares tristonhos
Perdidos na cordilheira?
Quem, por Deus, a faz sofrer?
Quisera este poeta poder
Dedicar-lhe paixão certeira.

Sonhos vãos de um trovador
Que não pode acalmar a dor
De sua musa impossível
Na janela só o corpo espera
Pois a alma se desespera
E se perde no horizonte intangível



Luiz da Silva Rosa
Enviado por Luiz da Silva Rosa em 21/11/2007
Código do texto: T746679
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Luiz da Silva Rosa
Santa Isabel - São Paulo - Brasil, 61 anos
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Luiz da Silva Rosa