Infinito

Um amor infinito

a tantos rostos, como flores num jardim

e a cada um, o renascer de um ardil

que remetem a eternidade

mas são pedras levadas por um rio

Uma espuma branca, que o vento expressa

uma esperança em seu leve embalar

Uma prece. Como se este amor pudesse

infinitamente assentir ou afrontar

Nas veredas uma neblina fina

Vibrações que nas sombras invadem a colina

Amor e tempo em contínuo conflito

No brilho no olhar como água cristalina

E quando a noite invade as ruas

Desfazendo as silhuetas dos andantes,

Como sempre foi, como antes

Surge no firmamento a luz da lua

São delírios de uma alma para o amor

aonde bocas em outras bocas selam

Os amores infinitos que revelam

colibris que voam de flor em flor