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O POETA DA DOR



Deram-me o velacho de o poeta da dor,
Porque referencio em versos a realidade,
Sou um otimista, realista... um pensador;
São sentimentos arrimados na verdade.

Poemas que escrevo, histórias de vida,
São minh’alma ferida em demonstração.
Fraseologia bizarra, sensível e dorida,
Manifesto anelo de uma boa expressão.

Não faço da alegria a minha preterida,
Versos escrevo sob a arnês da emoção,
Tristeza, a companheira  que infelicita,

Dores do mundo, caminho da aflição.
Falácia lazeira que a mim é cometida,
Sou o poeta da dor, amante da solidão.

Rivadávia Leite

Rivadávia Leite
Enviado por Rivadávia Leite em 28/01/2008
Código do texto: T836098

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Sobre o autor
Rivadávia Leite
Vila Velha - Espírito Santo - Brasil
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Rivadávia Leite