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VEM, ABRAÇA-ME COM TERNURA

Vem, porque a espera é tortura,
Que abala o cerne da criatura
Fazendo desmoronar a estrutura.

Vem, segura forte a minha mão,
A tremer pela grande emoção
Da tua presença depois da separação.

Vem, acalma o teu coração,
Pois no meu só existe o perdão
Que mudará a nossa situação,

De almas perdidas no escuro
Para dois que vivem um amor puro,
Porque te amo muito, eu juro.

Vem, abraça-me com ternura,
Põe, no teu beijo, toda loucura,
Renova, do sentimento, a jura,

Que fez a tua boca exaltada,
Na alcova, onde eu arrebatada,
Bebi, dos teus lábios, o mel esfaimada.

17/02/04.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 01/04/2005
Código do texto: T9098
Classificação de conteúdo: seguro


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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão