A Lestada...


Acariciastes meu rosto esboçando a mocidade
Na idade flor .Querendo se abrir no adeus ao outono
Dum inverno porvir. Ah, eu te senti, favônio!
Inda solfejas estros , ateando apesar da idade...

Por ti matizei encantos, deixei ir a voz em acalanto
Ansiando dias de verões que cantavas, á rosa-do-mato!
Avivando sentidos despertos nos zéfiros cunhados.
Abarcando a tez da infanta sublimando encontros ...

Tantos versos na areia, aragem soprando reentrâncias
Fiz do solo papiro, de gravetos pena! Hinos que sopravas
Uivando a tempestade encapelada, é meu fado ! Bonança
Rimando a fêmea na infância , versos notando lembranças...

Foi por ti que provoquei o destino! Atemorizado imo
Nus sensos, lobrigando horizonte. Lufada soprando brumas,
Nuançar ouvindo trovões que raio induzia. Instilando
O nordeste revoltando mar! Por ti, ruborizei espumas...

Por ti narrei muitas conchas fiz inverso. Vieiras nacarei
Carpindo sentimentos, eternizados em alento ,não encaneci!
Lamurias avivada por ti as esqueci! Águas represadas
Em moinhos sufrágios expressos, posto que sonhavas...

Que eras sanha em mim! Influindo manhas de aventuras,
Acoimadas... Sopra-me reversos ardentes, amada fortuna
A espera da próxima procela . Rasto embaciado arrombando lacuna!
Por ti, aliso hodierno ameno ecoando a verve arejando alvuras...


“A Poetisa dos Ventos”
Deth Haak
29/3/2006

Deth Haak
Enviado por Deth Haak em 11/04/2006
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