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A Ti, Futuro

Intrinsecamente nas entranhas
O meu grito de vitória
Se encolhe num canto qualquer
Certo que um dia,
Numa tarde
Do outono que não há,
Brotará
Em meus lábios de brisa noturna.

Sabe-se que o tempo passa,
E, assim sendo tarde,
Meu espírito tardiamente
Cantará a glória que os olhos não viram,
O prazer que o corpo quis.

Então estarei na música que não compus,
No verso que desejei
Na beleza que não tive
Nas canetas que não usei
E nos astros que me iluminaram.

Serei imortal.
Serei tempo,
Lamento sem choro,
Ar, mar...
             vento.

Morto na essência corporal,
Mas presente nos átomos que compõem
Todo o teu universo.
((EU))
Enviado por ((EU)) em 26/04/2006
Reeditado em 20/01/2009
Código do texto: T145770


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Sobre o autor
((EU))
Macapá - Amapá - Brasil, 35 anos
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