(imagem Google)

Gabriel, Ser Pensante


Gabriel não teme censura, escracha ironia pura, das misérias sociais ele faz sua armadura;

Gabriel é diferente, ele mexe com a gente, com jogos de palavras ele tira o repente;

Gabriel sente demais, não precisa de jornais, sensível combatente, a sua arte é latente;

Gabriel menino do mundo, ideologia repulsada, pelos meninos do asfalto, o morro é sua morada;

Gabriel é daquelas pessoas, que tem a arte do pensar, que transformada em melodia te ensina a questionar;

Gabriel não é omisso aos problemas nacionais, nas entrelinhas de seus versos, o preconceito se desfaz;

Gabriel nos ensina o jeito, de procurarmos a saída, de não sermos dominados e mudarmos nossa vida;

Gabriel muito encanta, com o jeito singular, de sua arte e de seus gestos, de sua forma de cantar, cantar é sua arte, mais o forte é o seu pensar;

Gabriel um dia se cala,por peste,censura ou morte, nada é para sempre, mas aí já será tarde, já mudamos nossa mente;

Gabriel é muito sutil, sutilmente ele proclama, quiçá uma revolução, corruptos e dominantes e os que só pensam em grana, serão os combatidos dessa dominação insana;

Gabriel não dá bolsa família, bolsa escola ou terra pra morar, ele não dá o peixe, mas ensina a pescar;

Gabriel sente a dor dos outros, fome, humilhação, a indignação, e as transforma em canção, aos olhos avessos dos burgueses, faz ode à libertação;

Gabriel, ser pensante, pensa incansávelmente, e como dizia Pessoa, chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente;

Pensa Gabriel, continua pensador, andante sem rumo nesse mundo opressor, e quando achares que fora em vão, tantas labutas indagantes, e que a miséria continua, e o poder é dominante, esqueça os outros pensares, pense que fizesses tua parte nessa luta incessante, e que a semente está plantada, para sermos como ti pensantes.


Gabriel, o pensador, está é uma singela homenagem deste pensador que não sabe cantar, mas que se utiliza de papel e caneta como forma de quebrar, os elos da hipocrisia que tendem a nos calar...



O Poeta do Deserto (Felipe Padilha de Freitas)
Enviado por O Poeta do Deserto (Felipe Padilha de Freitas) em 15/08/2009
Reeditado em 12/02/2011
Código do texto: T1755181
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