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In Memoriam

Pai, perdoa-me por molestar a tua paz.
Por permitir-me quebrantar a serenidade
Que tu não experienciaste
Enquanto o teu espírito emprestava um corpo
Impuro e vulnerável como o meu.

Não te estorvaria pai, se dantes não houveste
Imiscuído em meus nebulosos sonhos,
Insistindo em murmúrios que transcendem
A minha vil percepção.

Ah!  Pai...

Frustra-me contentar-me em solilóquios
Ou no apelo a imaginações que remontam
A vagas e sombrias reminiscências...
Custa-me perscrutar o passado
E identificar apenas parcos momentos
De júbilo em nossas relações.

Propicia-me, pai, então, um refrigério
Para o meu tormento e reflui do teu deleite
Para abrandar a minh’alma que, agora,
Não pode ascender-te.
Robério Matos
Enviado por Robério Matos em 02/08/2006
Reeditado em 02/08/2006
Código do texto: T207621


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Sobre o autor
Robério Matos
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 68 anos
73 textos (3421 leituras)
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Robério Matos