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AH, KHÁYYÁM


nessa estalagem não há vinho
apenas água prá dessedentar!
quisera ter sido eu um adivinho
  vivendo tranqüilo a profetizar...

*****

tenho sede, bem-amada minha!
amanhã seremos pó entre os pós,
e serei igual ao rei, e tu, à rainha!
  ame-me hoje, desate-me os nós...

*****

ah, Kháyyám, perdeste a tua alma,
e logo, logo a morte virá reclamá-la;
por vinho, da Paz perdeste a Palma!
  a tua poesia, quem irá declamá-la?...


Moacir et Selena 2006
brilhe a vossa LUZ!


'bebe vinho!
só ele te dará a mocidade,
ele é a vida eterna!...'

(Rubáiyát 40 de Omar Kháyyám)

'ó rapariga, ó minha taça
encantada, ergue-te e dá-me
de beber em teus lábios,
antes que eu me transforme
em poeira.'

(Rubáiyát 57 de Omar Kháyyám)


***** glossário *****

Omar Ibn Ibrahim El Kháyyám
nasceu em Nichapour, Pérsia (*),
no ano de 1040, da era cristã.

Kháyyám significa em persa
'fabricante de tendas', e o poeta
adotou esse nome em memória
do ofício que exercia seu pai.

Além de poeta, foi Omar Kháyyám
grande matemático e astrônomo.

Dos seus livros de ciência,
chegaram até nós o 'Tratado de
algumas dificuldades das
definições de Euclides' e as
'Demonstrações dos problemas
da álgebra''.

Diretor do observatório de Merv,
fez, em 1074, a reforma do
calendário muçulmano.

Omar Kháyyám morreu na mesma
cidade do seu berço, aos 85 anos
de idade.

'Rubáiyát' é o plural da palavra
persa 'rubai' e que dizer 'quartetos'.

(do livro RUBÁIYÁT de OMAR KHÁYYÁM,
tradução de Otávio Tarquínio de Souza,
Livraria José Olympio editora, RJ, 1979).

(*) hoje Irã

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dedicado a OMAR KHÁYYÁM

matemático, astrônomo, poeta apaixonado
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