HOMEM DO POVO (a José Saramago)

(a José Saramago)

Meu caro José, nascido

numa aldeia alentejana

tens a humildade desse

povo bem vincada em

tudo quanto fazes.

Desde “Viagem à minha

terra”, escrito aos vinte e cinco

anos foi a partir dos

quarenta que te dedicaste

por completo à literatura.

José homem de ideias bem

delineadas e de ideais bem

definidos sofreste a clausura

do teu país por irem de

encontro a ti, sem te respeitar.

Junto com Pilar tua companheira

rumaste a Espanha, à ilha

de Lanzarote, onde montaste

guarda e o escritor teve aí

os seus mais populares escritos.

O «Evangelho segundo Jesus

Cristo”, teve a mão da

inquisição do governo da

altura, para vetar teu nome

para o prémio Nobel da Literatura.

Mas contra todos esses negros

corvos, gente bem formada

e justa soube retribuir-te o teu

trabalho e entregou-te o prémio

que tu sabias que chegaria a ti.

“O que é meu às minhas mãos

vem parar” dizias tu antevendo

que estavas sozinho mas

a trabalhar bem e a criar livros

de grande qualidade.

Adeus José teu espólio de

grande riqueza, traz-nos

ensinamentos para todo o

sempre. Homem de uma só

palavra soubeste singrar

neste mundo de podridão

e cabeça bem erguida

construíste a tua obra

sempre defendendo a tua

dama: os livros que escrevias.

Jorge Humberto

18/06/10

Jorge Humberto
Enviado por Jorge Humberto em 19/06/2010
Código do texto: T2329032
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