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Portas (para Tusta)

Muitas vezes ouço dizer
És burra que nem uma porta
Na verdade pode até ser
Tenho a visão mais que torta!

Há quem goste de ser porta
Fechada a quem quer entrar
Eu sou de vidro que corta
Mas transparente ao olhar.

Muitas portas estão abertas
Mas nem se deixam espreitar
Outras há sempre fechadas
Mas que se abrem ao tocar

Algumas são giratórias
Puxadas por mãos contentes
Por grandes com tolas glórias
Por pequenos inocentes

Outras deslizam em calhas
Que entalam os distraídos
Encontrando suas falhas
Nesses momentos contidos

Umas abrem-se à riqueza
Só guardam bens de valor
Espreitando vê-se a avareza
E o frio a espantar o amor

Se a porta guarda a pobreza
Acolhendo-a no seu seio
Também embala a tristeza
De quem se aninha no meio

Recebo quem vem por bem
Escancaro a quem me encara
Mas se não gostar de alguém
Bato com a porta na cara

Porque isto de ser porta
Inda tem que se lhe diga
Ser burra isso que importa
Se dos escolhos ela abriga.

Amigo com muitas chaves
Para todos veres entrar
Com modos ternos suaves
Abres-te de par em par.
RoqueSilveira
Enviado por RoqueSilveira em 04/11/2007
Código do texto: T722637

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Sobre a autora
RoqueSilveira
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