MÃE: ANJO DE SUBLIME REALEZA

 

 

Os braços que me aninhavam

Assim que estreei neste palco

Buscando abrigo para a alma

E conforto no aroma de talco

Agora cansados me procuram

Para continuar o eterno afago.

 

O abraço que me agasalhava

Em tempos de frio ou de dor

Que com seu afeto me curava

Com profusão de puro amor

E mesmo no fenecer do tempo

Segue sendo a jovem bela flor.

 

A preocupação que se esboçava

Quando eu buscava no mundo

A vivência que me completava

Em um mergulho mais ao fundo

Com sucesso ou não eu voltava

Para me refazer em um segundo

É ela que sempre me aguardava

E nela havia algo mais profundo.

 

O tempo passa e a gente entende

Que Deus fez mais que natureza

Algo que não se compra ou vende

Inda com corpo fraco é fortaleza

Pois a sua alma que não se rende

No impossível encontra destreza

E até com seu filho Ele foi cedente

Mãe: um anjo de sublime realeza.

 

Cláudio Antonio Mendes

Feliz dia das mães.

Cláudio Antonio Mendes
Enviado por Cláudio Antonio Mendes em 08/05/2022
Código do texto: T7511688
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