FEITICEIRA ALADA

Entre jardins suspensos, por terraços

de mármore, donde pendem as mais

coloridas e bizarras flores, olhando,

ao longe, pequena ponte de madeira,

sobre o signo, da lua cheia, vestes a

noite, de sedas e de cetins.

E a coloração, de cada uma, de tuas

peças, de roupa, ao estilo oriental,

são colírio, para olhos cansados, e,

em teu porte hierático, com o cabelo,

cobrindo-te os pés, deixas que seja o

manso vento, a perder-te, no horizonte.

Para lá do terraço, tudo parece feito

de prata, como que magia, emanada

por ti, a cada olhar fixo teu, ou gesto

de tua mão, numa ordem quase que

despercebida, a qualquer um de nós,

simples mortais, tentando adivinhar-te.

E nesse teu reino mágico, concedido pelas

mãos, de algum mago, junto de tua árvore,

de bambu, a tudo dominas, até as nuvens,

que, como algodão, perfilam-se, umas após

outras, acariciando e agitando, cintilantes

águas, para aí colher, o néctar, necessário.

Jorge Humberto

29/01/09

Jorge Humberto
Enviado por Jorge Humberto em 30/01/2009
Código do texto: T1413343
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