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No calor da invernia

Quando  o frio bateu em minha janela,
fez-se denlevo tão sublime meu dormir
quenfeitiçad'acordei em garça singela,
brotando um eterno e suave prosseguir!

Eu sempre amante das folhas desertas,
fui da noite,d'inverno,brisas incertas,
sequei na nevasca e floresci no outono,
e agora sou envelhecer do fruto ameno!

Tenhamanhecida uma carência guardada
no aroma que gerou a flor da primavera,
o mesmo fogo quinda arde a minha vida,
a cadinverno que maconchega e cheira!

As horas brotam talo heras perfumadas
neste tempo infindo, manso, adocicado,
onde cadesperança vive das reticências
que preenchem as irrestritas ausências!

Santos-SP-25/07/2006
Inês Marucci
Enviado por Inês Marucci em 25/07/2006
Código do texto: T201740
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Sobre a autora
Inês Marucci
Santos - São Paulo - Brasil, 56 anos
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Inês Marucci