Tempo

Sou tempo que passa

Ausente, longínquo... esquecido.

Como um barco velho á muito destruído

Deixando a chuva e o vento romper a vidraça

Sou tempo que mente

Mostrando a fúria desenfreada

E já a dor não se sente

E já o amor é descontente

Afinal fui tempo, que existiu

Num olhar de alguém cativo... que sorriu

E não me deixou a luz

E nem me entregou a alma

Isabel Nisa
Enviado por Isabel Nisa em 06/08/2006
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