POEMA PARA MINHAS LEMBRANÇAS
Eri Paiva
 
Na solidão da madrugada,
Entrego-me ao silêncio que se faz!
Um misto de saudade e de lembranças
Trazem-me a tua presença...
A envolver-me em doce paz!
 
Voa a imaginação! Por onde passa
Vai colhendo recortes dos momentos
Que juntos vivemos...
Te vejo, te sinto, te convido a ficar...
Entre um lembrar e pensar,
Rabisco este poema com gosto
Que às vezes interrompo pelo deslizar
Das lágrimas em meu rosto.
 
Imaginação corre solta e veloz,
Alcança-nos na Ilha do Amor!
Foi lá que alguém preparou
O encontro de nós dois...
Ah!!! Deixa-me os olhos fechar
E por um instante sonhar!
 
Nos alegres jardins onde perfume e cor 
Formam o par perfeito,
Na alegre estação da primavera,
Colhes-me lindos ramalhetes de flores
Onde prepondera, dentre elas,
Para alegrar os meus olhos
E deleitar o meu peito, aquelas
De tonalidade amarela...
 
Oh esta saudade!
Saudade que me faz lembrar
A nossa dança, o nosso valsear...
O jantar à luz de velas...
O banho a dois... o depois...
O jogo da verdade para fazer conhecer
O que cada um é no seu sentir e gostar...
 
Saudades, quantas saudades!!!
Do amor que se sentia, do amor feito poesia,
Do amor a embalar o encontro de nós dois,
Do amor que contagia, do amor que acaricia,
Do amor feito  prazer, sem nada deixar prá depois,
Do amor todo ternura cantando Nossa Canção
Do amor que tanta praz trouxe ao meu e ao teu coração!
 
Poema das minhas lembranças!
Das óperas, dos concertos, dos teatros, da boa música,
Da divina voz de Bartoli tão grata ao teu coração!
Quanta experiência! Meu coração não põe dúvida,
Em tudo me enriqueceu! Prá viver nova emoção,
A minh’alma já te elegeu!
 
Lembrar mais o que? Ora, o que?
Não  posso, não posso esquecer,
Os sentimentos revelados , de todo esse bem querer!
Registrados, na memória do coração.
São expressões do sentir, do falar, do escrever,
A dizer o que, somente a nós, interessa
Saber...  conhecer...
 
Que amor bonito, oh!  Deus meu,
Que te põe, entre nós, meu Senhor,
E fazes noss'alma protegida,
Mais limpa, muito mais pura,
Quando permites sejamos ambos
Teu instrumento de amor,
De paz, de luz e de cura!
Somente por hoje sou grata
Por este amor que tanto me encantou!
 
E a ti, amor da minha vida,
Como agradecida eu sou! Juro que sou!
Por tudo que foste em mim,
Por tudo que ainda és,
Assim, desse  jeito assim...
Sem saber que és,
Mas que és, sim!!!
 
Em 12. 10. 2010
 
Eri Paiva
Enviado por Eri Paiva em 17/10/2010
Reeditado em 17/10/2010
Código do texto: T2562287
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