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NATUREZA MORTA


De tão livre vôo
O pássaro perdeu seu canto
Virou domesticada presa
Humano adorno.
O singelo pio
Se fez choro
Entre as frias grades
Do presente distante.
O sol quente se fez morno
No ventilador da lembrança
Da saudade ou do abandono.
De tão triste
O pássaro se fez morto
Perdeu o trajeto
Do breve vôo.
E a gaiola recorda
A existência do dono
Vazia sem canto
Está presa à varanda
Onde o sol bate
Ainda morno.
Helena Sut
Enviado por Helena Sut em 14/07/2005
Código do texto: T34353
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Sobre a autora
Helena Sut
Curitiba - Paraná - Brasil, 48 anos
614 textos (824041 leituras)
2 áudios (1274 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 15/12/17 07:02)
Helena Sut

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