Quis eu querer por nós dois

Talhar no peito teu

Um amor tão livre desse breu

Querer-te pra agora

Nada pra depois

Quis ser mais do que podia

Do que devia e tinha pra nós dois

Ver-te n'outros mares

E que as mesmas ondas tuas

Tão iguais as outras tantas

Trouxessem pele e boca...

Nuas...

E assim eu me atirei na solidão

Num amor tão só

Daqueles de poesia embriagada

Rabiscada pra o que virá

E se assim alguém achar

Que o lembre e reconheça

Que tão só caminhou ruas tuas

Todas vias e avenidas

Mas jamais o peito teu

Pedro Hermes
Enviado por Pedro Hermes em 05/09/2012
Reeditado em 25/03/2015
Código do texto: T3867240
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