DOS MEUS AMORES
Odir Milanez

 

Amei demais. Amado fui de menos
nas contas que refaço, por inteiro,
desde o abraço infantil do amor primeiro,
ao final dos abraços obscenos.
Amores sazonais, amores plenos,
amores que esqueci e que guardei,
amores dos caminhos onde andei,
amores que ganhei e que perdi.
Restaram, de um amor que não vivi,
os desejos dos beijos que não dei!

Amores mais vorazes, mais amenos,
postados entre o falso e o verdadeiro,
amores que me houveram prisioneiro,
amores explosivos e serenos.
Venais amores vagos, vis venenos,
enganosas mulheres, que cuidei
de despojar de todo amor que amei
e que juntei aos sonhos que esqueci.
Restaram, de um amor que não vivi,
os desejos dos beijos que não dei!

 
Amores possessivos e pequenos,
amores sazonais de um só janeiro,
sereias sem sorriso alvissareiro,
sem risos sublimados ou terrenos!
Amores nos adeuses sem acenos,
sumidos sob as sombras do não sei,
amores que pensaram que pensei
eternos no que nunca prometi.
Restaram, de um amor que não vivi,
os desejos dos beijos que não dei!
 
 
JPessoa/PB
15.08.2013
oklima

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Sou somente um escriba
que ouve a voz do vento
e versa versos de amor...

 
oklima
Enviado por oklima em 14/08/2013
Reeditado em 14/08/2013
Código do texto: T4434686
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